domingo, 17 de outubro de 2010

Educação na família




Do ponto de vista dos pais, o que é educação?
 Que comportamento os pais devem ter perante seus filhos?

A educação é um processo de estabelecer limites, deve ser realizado com amor, pois limite também é uma expressão do amor dos pais. Quando você ama, você assume a responsabilidade de proporcionar o crescimento de todos os aspectos na vida do outro, seja, físico, intelectual, moral, emocional, etc. Então, educar é um processo árduo, exige trabalho, paciência, firmeza, mas tudo deve ser dosado com amor. E é responsabilidade do casal e não somente da mulher, como já foi no passado.
Mesmo sem perceber os pais adotam uma forma de lidar e educar os filhos, que pode ser chamado de estilo parental. Estilo parental é o conjunto das atitudes dos pais que cria um clima emocional em que se expressam os comportamentos dos pais, os quais incluem as práticas diárias de educação
(positivas ou negativas) e outros aspectos da interação pais-filhos como tom de voz, linguagem corporal, cuidado/descuido, mudança de humor, etc.
Já as práticas parentais correspondem a comportamentos com conteúdos específicos e com objetivos de socialização. São estratégias com o objetivo de suprimir comportamentos considerados inadequados ou de incentivar a ocorrência de comportamentos adequados.

Matéria originalmente publicada no Jornal Atos e Fotos em junho de 2010.

sábado, 16 de outubro de 2010

O grande desafio



Manchetes de vários jornais da cidade afirmam o número crescente da violência em Curitiba e região metropolitana. A violência toma proporções e invade todo e qualquer lugar. Está nas ruas, nas escolas e universidades e até força a porta para entrar em nossos lares. A angústia e o medo tomam conta das pessoas. Muitos querem explicar qual a origem da violência, seria a impessoalidade das relações, a falta de estrutura familiar ou o crescente consumo de drogas?
O que um pai ou uma mãe pode fazer para proteger seu filho? Para evitar que seu filho envolva-se com as más companhias? Quando deve se preocupar com questões como estas?
A preocupação e cuidado deve começar a partir do nascimento, pois a criança precisa de cuidados para sua sobrevivência e socialização. O sistema familiar deve ser a maior fonte de proteção, segurança, afeto, bem-estar e apoio para a criança, pois é o primeiro ambiente pela qual a criança participa ativamente, através de relações face a face.
Os pais são responsáveis para oferecer todos os cuidados, incluindo recursos materiais e emocionais. Também são responsáveis pela socialização através de modelos e práticas parentais, desta forma contribuem para o desenvolvimento do comportamento anti-social ou do comportamento pró-social.
            O termo comportamento anti-social refere-se a todo comportamento que infrinja regras sociais, ou seja, uma ação que prejudica outras pessoas ou a si próprio, como por exemplo, ausência escolar, agressividade, oposicionismo, desobediência, baixo controle de impulsos, temperamento exaltado, fugas, roubo, apresentados com muita intensidade e freqüência.
O comportamento pró-social inclui uma ampla classe de comportamentos que são benéficos para o próprio individuo e para outras pessoas, ou seja, é importante para a harmonia e o bom funcionamento da sociedade, desta forma a criança deve saber quando, onde e como se comportar adequadamente. É percebido pelo uso das habilidades sociais e também pelo comportamento moral da criança. Uma pessoa habilidosa socialmente é capaz de iniciar e manter conversações; falar em grupo; expressar amor, afeto e agrado; defender os próprios direitos; solicitar favores; recusar pedidos; fazer e aceitar cumprimentos; expressar as próprias opiniões, mesmo os desacordos; expressar justificadamente quando se sentir-se desagradado; saber se desculpar ou admitir falta de conhecimento; pedir mudança de comportamento do outro e saber enfrentar críticas recebidas, entre outros.
 Os valores morais, o uso das virtudes (tolerância, humildade, amor, polidez, compaixão, prudência), a empatia (colocar-se no lugar do outro) convergem para o comportamento moral.


Matéria originalmente publicada no Jornal Atos e Fotos em Curitiba (maio de 2010).